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A saída está na maior produtividade

Se por um lado o espaço para plantar cana é cada vez mais restrito, por outro a demanda por açúcar e etanol só tende a crescer. A saída é ampliar a produtividade. Na região, porém, esse aumento poderá esbarrar em outra questão: a falta de renovação adequada dos canaviais, que deve ser feita após cinco ou seis períodos de cortes. O problema é que, além de a área de plantio não ter crescido, a situação financeira também dificultou a reforma dos canaviais. Esse deficit de renovação tem efeitos diretos na produtividade: enquanto um canavial de primeiro corte registra uma média de 110 toneladas de cana por hectare, o que está no quinto ou sexto cortes tem média de 70 a 75 toneladas por hectare. Para o professor de estratégia da USP Marcos Fava Neves, a situação financeira dos produtores tende a se recuperar a partir de agora, com os preços melhores e as boas perspectivas do setor. Sobre a necessidade de aumento de produtividade, Neves disse que, além da reforma dos canaviais em índices adequados, novas tecnologias também ajudarão. Novas variedades poderão elevar em até 15% a tonelagem de cana por hectare. (Jornal A Folha de S. Paulo – Leandro Martins)-MDC

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