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A riqueza está no bagaço

Em 1991, a bioquímica brasileira Elba Bon voltava de uma temporada de cinco anos na Universidade de Manchester, na Inglaterra, com o grau de doutora. Ela tinha uma ideia: aproveitar a cana até o bagaço - literalmente. Para produzir mais álcool, propunha "digerir" a cana inteira, em escala industrial, com proteínas similares às que aceleram reações químicas no corpo humano, chamadas enzimas. Elba se inspirava em experiências vistas no Reino Unido, mas sabia que ninguém no mundo detinha uma tecnologia financeiramente satisfatória para criar um processo industrial. Elba é uma mulher de modos afáveis, que fica tomada de empolgação juvenil ao falar da cana e de tópicos nem tão apetitosos, como "hidrólise enzimática" ou "xarope de biomassa". Ao tratar do que considera uma questão estratégica nacional, muda o tom: "Se o Brasil quiser usar seu potencial no negócio da cana, a única saída é investir. Temos de desenvolver nossa própria tecnologia".-MDC

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